To attach…[all]
29 10 2007.
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A decadência exige o trabalho prévio de criar uma reputação donde se possa desenhar um declive generoso. Às vezes só apetece cortar caminho.
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Tags: feel, life, love
Categories : Deserves everlasting fame, books, feel, friends, life
Egoísta
28 10 2007
Já lá vai o tempo em que o amor me preocupava, agora penso.
Ganho, perco, poupo tempo a pensá-lo, a senti-lo.
Olho o lago, o cisne e a flor, e digo: nunca me bastaram.
Olho as pessoas e as coisas, e digo: nunca me bastaram.
Olho-me e digo: nunca me bastei.
De que precisaria, então, para me bastar?
Para fruir da saúde, dos outros, da vida?
O que me faltou, quem me impediu?
Quem me ensurdeceu à própria voz?
Porque não escutei o meu grito de socorro?
Não me estendi a mão?
Me deixei cair, despenhar?
Quem, além de mim, posso culpar?
Ás vezes, digo: foi esta vontade de ser amada!
Esta servidão à vida e aos outros!
Esta mendicância de mimos, de palmas!
Este sol, esta luz, este vinho!
Estes fricassés da minha infância!
Este pai, esta mãe, estes meus irmãos!
Este País ajoelhado, esta poesia queixosa, esta saudade trágica!
Esta, sobretudo, esta, inferioridade!
Outras vezes, penso: foi pena.
Ninguém me ter dito que não era com os outros, mas comigo,
que eu teria de viver.
Mais.
Sempre.
Inescapavelmente.
Até que a vida, enfim, me separe.
O corpo da alma, os outros de mim.
Porque não há moeda.
Poder.
Divórcio, viuvez.
Não há, sequer, invalidez. Que nos aparte, nos desmembre.
Nos liberte de nós.
Nascemos ao mesmo tempo. Morremos sozinhos.
Eu e eu.
Os meus talentos, os meus aleijões.
Os meus lamentos, as minhas pulsões.
A minha natureza, as minhas digestões.
Aprendi então, a viver comigo.
A seduzir-me, a saborear-me.
Para que a minha companhia me agrade sempre.
Que, na dificuldade de me odiar, aceite amar-me.
E que, desse amor, possa nascer novo fruto.
Não foi, aliás, facultativo.
Se o fosse, não estaria aqui.
Viver comigo é longo, interminável.
Imposto, indeclinável.
E as fugas a mim mesma têm custo.
Não basta o sangue, o mesmo sangue.
É preciso amizade. Uma grande e superior amizade.
Despede-se um amigo, derrota-se um inimigo.
Não nos livramos de nós.
Só com uma grande amizade nos suportamos.
Nos resignamos, nos perdoamos.
É preciso fomentar um sentimento.
Para carregar o mesmo corpo, a mesma casa.
A mesma carne, o mesmo querer.
Pecados, corrupções. Batotas, desilusões.
E nunca o eu se fartar de mim.
Por estar preso, cravado. Sobreposto, agrilhoado.
Condenado a si mesmo e àquilo que se chama de solidão.
Solidão?
Nunca estou só, estou a meu lado!
E deveria bastar viver assim.
Permanentemente acompanhado, apaixonado.
Sozinho, é quem se cansa de si mesmo.
Se sente um desprazer, uma doença. Precisa, então, de amar.
Tanto, tudo.
Assolapada, veemente.
E perder
Para que enfim se baste, se desprenda.
Não precise, não dependa.
E o outro não seja afinal, mais do que eu.
A possibilidade, a novidade.
A pista, a luz, a alternativa.
Porque essa reside em mim
Se nada nem ninguém me bastou o que me faltou fui eu.
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It´s all gone
7 10 2007
IT’S ALL GONE PETE TONG is a biopic based on the life of legendary DJ Frankie Wilde.
Frankie was one of Europe’s most talented and envied DJs and a main attraction for hedonistic youth each holiday season in Ibiza, Spain. Everything about Frankie’s life was over the top: the clubs, the parties, the women and the drugs. But the years of pounding music and heavy toxins took their toll, eventually leaving Frankie stone deaf. His fans, record deal, manager, wife and stepson soon disappeared. The good times gone, Frankie isolated himself in his villa for a year under a pile of self-pity and a mountain of drugs.
Determined to pull himself together, Frankie hired a lip-reading instructor, accepting a new way of life and rediscovering the dance rhythms that had defined him. His ultimate redemption returned him to the top of the scene with a renewed connection to the almighty beat. And then – he disappeared.
IT’S ALL GONE PETE TONG is a hilarious insiders look at a club and rave culture most people don’t get to experience. Paul Kaye, portraying Frankie Wilde, turns in an award-winning performance. Directed by breakout director Michael Dowse, the film features interviews with world-famous DJs including Pete Tong, Carl Cox, Lol Hammond and Paul Van Dyk. The movie’s soundtrack is a varied collection of club, new independent and classic songs.
A wild and original look at an extraordinary life.
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Tags: cinema
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